Jornalismo com seriedade e imparcialidade você encontra no Tambaú Notícias. De segunda à sexta você acompanha os principais fatos do dia a dia na Paraíba nas áreas de política, economia, negócios, saúde, cultura, entre outros. Sob o comando do jornalista Aldo Schueler e contando com a análise política de Josival Pereira, o programa traz entrevistas, comentários críticos e inteligentes sobre o que acontece na Paraíba. Assista, leia e comente.
Nesta quarta-feira o Tambaú Notícias recebeu o Vereador Geraldo Amorim e o vice-presidente do Movimento do Espírito Lilás Renan Palmeira para um debate acerca da retirada de símbolos religiosos dos tribunais e repartições públicas.
Por um lado, o vereador Geraldo Amorim argumenta que vivemos em um país de maioria católica e que o crucifixo, para ele o maior símbolo da humanidade, é inofensivo ao funcionamento do serviço público. Já Renan Palmeira acredita que um Estado verdadeiramente laico, conforme é assegurado na Constituição, não deve ostentar símbolos representativos de apenas uma religião.
Reveja a discussão:
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O cantor paranaense Michel Teló pode ser impedido de cantar o hit que o projetou mundo afora, Ai, se Eu te Pego. A medida seria o efeito mais drástico de um processo que três estudantes paraibanas movem contra ele, contra a gravadora Som Livre, contra a editora Pantanal (de Teló) e contra a compositora baiana Sharon Acioly, que teria se apropriado indevidamente da coautoria da faixa.
As estudantes afirmam ter composto o refrão de Ai, se Eu te Pego e associado a ele a palavra “delícia” (“delícia”, segundo as estudantes, seria citação a uma música do grupo Parangolé). Oficialmente, a canção é atribuída a Sharon (refrão) e a Antônio Dyggs (restante da música). Se a Justiça decidir que elas são de fato autoras do refrão, o acordo comercial fechado entre Teló e Sharon para a reprodução da faixa perde a validade.
Por ora, o juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa pede que os réus apresentem balanços contábeis e façam um depósito dos lucros auferidos com a música até aqui.
Composta na Disney – De acordo com o advogado Miguel de Farias Cascudo, que representa as estudantes Marcella Quinho Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti de Queiroga, a base do hit de Michel Teló foi composta em 2006, durante uma viagem das garotas à Disney, num grupo de sete amigas.
Uma delas teria se interessado por um dos guias da excursão e, sentindo-se impossibilitadas de paquerar, as colegas de quarto teriam criado, na brincadeira, uma música que dizia “Ai, se eu te pego”. “Nas filmagens da viagem, as jovens aparecem cantando e fazendo a coreografia (hoje reproduzida por Teló). Anexamos o vídeo ao processo”, diz Cascudo.
“O objetivo da ação é o reconhecimento das estudantes como coautoras da música e, consequentemente, o repasse para elas da parte correspondente a Sharon Acioly no lucro pela canção. Sharon não criou nada. Não existe uma única vírgula, um único ponto que ela tenha criado”, afirma o advogado.
Encontro das estudantes com Sharon – De acordo com o advogado, Sharon entrou em contato com a música quando, em 2008, as meninas viajaram para Porto Seguro e foram à palhoça Axé Moi, onde a cantora se apresentava. “Sharon viu as meninas cantando e dançando a música criada na Disney e as convidou para subir ao palco e mostrar a coreografia e a canção. A partir daí, se apropriou da faixa, que chamou a atenção do Antônio Dyggs. Ele entrou com a parte que diz ‘Sábado, na balada’”, continua o advogado.
O contato travado entre Sharon Acioly e as estudantes da Paraíba em Porto Seguro também foi filmado pelas meninas – e faz parte do processo. Em trecho já divulgado pela imprensa paraibana, Sharon Acioly aparece reconhecendo que a composição é de suas “três backing vocals” de João Pessoa (confira abaixo).
“As bases comerciais da música hoje são nulas, porque Sharon concedeu a Michel Teló algo que não podia conceder: o direito de reprodução de algo que não lhe pertencia. Teló poderia ser impedido de reproduzir a música, porque, para isso, ele precisa de autorização de todos os autores. Nosso primeiro pedido foi a proibição da reprodução da música ou depósito dos lucros obtidos com a reprodução da música. A Justiça, neste primeiro momento, ficou com a segunda opção”, conta Cascudo.
De acordo com o advogado, a liminar (decisão provisória) deferida nesta segunda-feira o juiz Miguel de Britto Lyra Filho, da 3ª Vara Cível de João Pessoa, deu ainda 60 dias para que os réus apresentem um balanço contábil dos lucros obtidos com a música. Será cobrada uma multa de 50.000 reais por dia que exceder o prazo. O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) também deverá prestar contas do que for auferido a partir desta semana. Qualquer um dos réus pode recorrer.
Ainda de acordo com Cascudo, três outras estudantes, do grupo de sete que viajou à Disney, fecharam um acordo com Sharon Acioly, que também deverá ser apresentado à Justiça. No Youtube, o clipe de Ai, se Eu te Pego, música que se tornou a mais baixada em diversos países da Europa, já foi visto mais de 231 milhões de vezes.
O Prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, anunciou, na manhã desta segunda-feira (12), que revogará a concessão de bônus aos “amarelinhos” (fiscais da STTrans) por cada multa aplicada. Confira a matéria:
A movimentação no PT de João Pessoa é intensa. Dois grupos da legenda – uma liderada pelo deputado Luiz Couto e a outra pelo ex-deputado Rodrigo Soares – não param. O voto de cada filiado para o encontro municipal do dia 18 deste mês de março está sendo disputado como se fosse caso de vida ou morte.
Pode até ser que a disputa tenha como objetivo a hegemonia partidária no Estado. Fala-se que, na verdade, a atual disputa teria como pano de fundo apenas a disputa futura pela vaga deputado federal. De um lado, um grupo tenta preservá-la para Luiz Couto. Do outro, a intenção seria dar corpo ao deputado Luciano Cartaxo para a disputa da vaga em 2014. Assim, Rodrigo Soares poderia voltar à Assembleia.
Não é só isso. Há, sim, divergências de avaliações da conjuntura política estadual e da potencialidade no partido no momento eleitoral. O grupo liderado pelo deputado Luiz Couto avalia que uma candidatura do PT no momento só beneficiaria os grupos mais conservadores da política estadual (leia-se José Maranhão e Cícero Lucena), já que, com um candidato, dividiria as forças de centro-esquerda. O outro grupo acredita que o PT tem reais condições de ser competitivo nas eleições deste ano na Capital.
A verdade é que essa disputa no partido de Lula, marcada para o dia 18, talvez se constitua no fato mais significativo das eleições deste ano em João Pessoa. Se o grupo do deputado Luiz Couto vencer, a disputa na Capital fica mais ou menos previsível. Provavelmente, haverá um segundo turno entre o candidato do governador Ricardo Coutinho contra o senador Cícero Lucena ou o ex-governador José Maranhão.
De outro modo, se o PT decide por lançar um candidato próprio, qualquer prognóstico vira loteria. A princípio, poderia beneficiar Cícero ou Maranhão, já que haveria divisão no eleitorado de centro-esquerda. À primeira vista, o esquema do ex-governador Ricardo Coutinho seria o mais prejudicado, uma vez que perderia grande parte do eleitoral mais progressista.
Contudo, podem ocorrer desdobramentos não facilmente previsíveis. Um deles, por exemplo, é que a oposição passaria a contar com três candidatos. Ao contrário de aniquilar, pode até fortalecer o esquema do PSB, com a pulverização dos votos oposicionistas. Outro desdobramento poderia advir do eleitorado, se decidindo, em sua maioria, pelos candidatos mais novos. Pode parecer absurdo, mas não seria de todo descartável a hipótese de um segundo turno disputado entre socialistas e petistas, no caso de o PT apresentar candidato próprio.
Nessa confusão toda, os petistas podem até nem saber direito por que estão brigando, já que sempre brigam. Mas os partidos já se deram conta da importância do resultado desta pela dentro do PT.
O Grupo Elizabeth está investido em um novo desafio. O coordenador técnico do grupo falou a respeito desse projeto em entrevista para o Tambaú Notícias:
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