Jornalismo com seriedade e imparcialidade você encontra no Tambaú Notícias. De segunda à sexta você acompanha os principais fatos do dia a dia na Paraíba nas áreas de política, economia, negócios, saúde, cultura, entre outros. Sob o comando do jornalista Aldo Schueler e contando com a análise política de Josival Pereira, o programa traz entrevistas, comentários críticos e inteligentes sobre o que acontece na Paraíba. Assista, leia e comente.
Ao contrário do que muitos avaliam, a disputa eleitoral em João Pessoa está totalmente aberta. Não existe ainda sequer um indicativo de tendência.
E não se trata de situação de difícil explicação. Basta se observar os números das pesquisas divulgadas até o final de dezembro, quando ainda havia permissivo da Justiça Eleitoral. Nenhum dos pré-candidatos chegou a atingir nem o patamar dos 25%, o que representa apenas um quarto do eleitorado. É percentual que não assegura sequer o segundo turno para nenhum postulante.
É verdade que os pré-candidatos da oposição ocupam os primeiros lugares nas pesquisas, mas eles também carregam os índices mais elevados de rejeição, o que pode complicá-los. Frise-se ainda que os postulantes da oposição já se apresentam como pré-candidatos desde o início do ano passado. Se não estouraram nas pesquisas é porque talvez estejam esbarrando em tetos baixos.
Alguns políticos e analistas estão tomando a soma dos índices de todos os candidatos da oposição como indicativo de uma tendência do eleitorado. Pode ser. Mas essa conta não costuma fechar. Foi que revelou a última pesquisa publicada pelo Jornal da Paraíba. Os eleitores não se transferem em bando para outro candidato simplesmente por que aquela sua primeira opção desistiu ou não passou para o segundo turno.
Do outro lado, nenhum dos candidatos do esquema governista conseguiu se firmar, ostentando números de intenção de votos até insignificantes, ínfimos para a situação. O eleitor parece refratário.
Curioso é que nem o vácuo aberto com a desistência do prefeito Luciano Agra de ser candidato à reeleição ajudou os pré-candidatos nas pesquisas, embora a facção petista que defende a candidatura própria propale ter ocupado parte do espaço vazio. Mas o PT é uma incógnita.
A verdade é que, até agora, nenhum dos pré-candidatos a prefeito caiu nas graças do eleitorado de João Pessoa. Explicação? Das duas, uma: ou os candidatos não são lá essas coisas ou os eleitores da Capital estão muito exigentes. Talvez as duas coisas juntas. Fato é que a disputa eleitoral na Capital ainda está totalmente aberta.
Lael Arruda e Josival Pereira conversaram com o Secretário de Segurança do Estado Claudio Lima a respeito da preparação da polícia para o feriado de Carnaval e da situação da segurança na Paraíba.
A quase totalidade dos pré-candidatos a prefeito de João Pessoa comete dois erros capitais ao tratarem da questão da mobilidade urbana. O primeiro é avaliar que os problemas de trânsito se resumem à lentidão ou engarrafamentos nos horários de pico nos principais corredores de tráfego. O outro, mais grave, é acreditar que a cidade é habitada apenas por integrantes das classes A, B e parte da C, os proprietários de carros.
Basta se ouvir as entrevistas da maioria dos candidatos em programas de rádio e televisão para se chegar a essa conclusão. As propostas defendidas são sempre a de que há necessidade se construir urgente alguns viadutos, túneis, pontes, novos corredores e a duplicação de faixas de automóveis nas avenidas.
Nenhum dos postulantes a prefeito cita qualquer estudo sobre trânsito e transporte para justificar suas ideias. Não há menção a nenhuma estatística ou pesquisa que possa embasar as propostas.
Veja-se, pois, alguns números interessantes sobre a mobilidade em veículos particulares e transporte público na Capital. De um lado, a Capital tem hoje uma frota aproximada de 256.300 veículos. São os carros que entopem os corredores viários. Do outro, tem uma frota coletiva de 450 ônibus operantes que registra, em média, o transporte de 270 mil passageiros/dia, perfazendo um total de cerca de 8 milhões/mês.
A pergunta que intriga é por que os pré-candidatos não incluem os trabalhadores e estudantes que pegam ônibus nos planos de mobilidade urbana ou não dão prioridade a esse setor de transporte? Por que não se fala em propostas alternativas de transporte e só se defende viadutos, pontes, etc.? Quando será que um desses pré-candidatos terá a coragem de perceber que os veículos particulares atrapalham o transporte de massas, impedindo e atrasando a circulação de ônibus coletivos?
Os viadutos, túneis, pontes e aberturas de avenidas são importantes, sim. Mas não haverá nunca solução para o trânsito nas grandes cidades sem se colocar em primeiro lugar o transporte coletivo e propostas alternativas de mobilidade.
O foco dos pré-candidatos a prefeito de João Pessoa em relação ao problema da mobilidade, até agora, está enviesado. Gravemente equivocado.
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