Jornalismo com seriedade e imparcialidade você encontra no Tambaú Notícias. De segunda à sexta você acompanha os principais fatos do dia a dia na Paraíba nas áreas de política, economia, negócios, saúde, cultura, entre outros. Sob o comando do jornalista Aldo Schueler e contando com a análise política de Josival Pereira, o programa traz entrevistas, comentários críticos e inteligentes sobre o que acontece na Paraíba. Assista, leia e comente.
O Tambaú Notícias desta segunda-feira (06) recebeu a secretária da Fazenda do Estado, Aracilba Rocha. Entre os principais destaques da entrevista, ela falou sobre a polêmica da autonomia da UEPB e rebateu as declarações de que houve redução no envio de recursos para a Universidade.
Parece incorrigível o mal do desequilíbrio na política da Paraíba.
O mais recente diz respeito à exacerbada expectativa de poder que se empresta ao deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) pelo fato de o mesmo ter sido guindado ao comando do Ministério das Cidades.
Lógico que o ministro, do alto de seu posto, pode ajudar a destravar projetos, encaminhar outros e a liberar recursos para seu Estado natural e os municípios de sua região. Tem poder, mas nem tanto.
Por mais força política que reúna um ministro não tem poderes para resolver os problemas de uma unidade da federação, mesmo que seja o seu Estado.
Admita-se que, de tão esquecida, a população da Paraíba caia na tentação de exagerar no sentimento da esperança. Essa ilusão, no entanto, não pode ser alimentada pelos políticos nem pela imprensa.
A posse do deputado Aguinaldo Ribeiro no Ministério das Cidades é, sim, boa para a Paraíba, ele pode ajudar, e muito, na aprovação de projetos e na liberação de recursos, mas não terá poderes para atender a demanda represada nem as necessidades de recursos do Estado.
A Paraíba só conseguirá a aprovação de projetos de grande porte junto ao Governo Federal quando houver verdadeira mudança de postura de seus políticos e lideranças no sentido de se instituir um elevado espírito público, suplantar as picuinhas e a população elevar seu nível de consciência política. Sem isso, cada vez que um político granjear um alto cargo vai ser cobrado como salvador da lavoura e, como sempre, sobrevirá nova frustração.
Assim, advirta-se, pois, com os pés fincados no chão, que não convém exagerar nas expectativas em torno do poder de Aguinaldo Ribeiro para resolver os velhos e históricos problemas da Paraíba. Não tem nem terá. Que depois não se chore desencanto e decepções.
Fica cada vez mais provado que os políticos da Paraíba não trabalham pela Paraíba. Importam mais as disputas locais, o radicalismo permanente como forma de alinhamento de posições dos cabos eleitorais e de manutenção dos espaços grupais adquiridos do que os interesses do Estado.
Um fato traz à tona a pequenez e à mesmice da política da Paraíba: o noticiário sobre a possibilidade do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, líder do PP na Câmara, ser escolhido para o Ministério das Cidades. O jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira informa que só falta à conclusão da análise da ficha corrida do parlamentar para a presidente Dilma decidir.
O problema é que os políticos e as lideranças sociais da Paraíba não estão nem aí para o fato. Com exceção de uma nota do senador Vital Filho, ninguém mais manifestou apoio ao deputado Aguinaldo Ribeiro. O silêncio sobre o assunto é de cemitério.
Não era para ser deste modo. Um cargo de ministro é importante e producente para qualquer região. Não precisa que o ministro faça como Fernando Bezerra, que destinou a maior parte das verbas de emergência para Pernambuco. Basta que defenda o justo para seu Estado.
Um ministro pode muito bem aproveitar o acesso ao presidente para advogar em favor de sua região. Facilita a abertura de portas em outros ministérios, já que um ministro fala no mesmo patamar do colega.
São imensos os exemplos de Estados da federação que ganharam equipamentos importantes de desenvolvimento devido à ação de um ministro filho do lugar.
Pelo visto, os políticos da Paraíba não pensam assim. Vá lá que o partido de Aguinaldo Ribeiro, o PP, não seja uma flor de legenda. Vá lá que Aguinaldo não seja um primor de político. Mas uma coisa não se pode negar: ele é o único paraibano com chances reais de ser ministro. Está no lugar certo e precisando de muito pouco.
Nas circunstâncias atuais, se tivessem compromisso verdadeiro com a Paraíba, os políticos de todos os partidos deveriam ter desencadeado um movimento de apoio a Aguinaldo Ribeiro, até porque ele já foi maranhista, cassita, ricardista e apoia o governo petista. Seria importante o Palácio do Planalto saber desse apoio. Prefeitos e lideranças sociais também deveriam fazer parte do movimento. Mas não é o que se vê.
Verdade é que Aguinaldo está entregue à própria sorte. Talvez por que já tenha grupos políticos por aqui pensando que se ele for ministro vai acabar ocupando espaços que muitos almejam. Não é assim que se faz política. Coitada da Paraíba.
A polêmica sobre a composição da música “Ai, se eu te pego”, hit que está fazendo sucesso internacional com a gravação do sertanejo Michel Teló, reivindicada por um grupo de sete estudantes de João Pessoa, tem novo capítulo. É um vídeo de 2006 que mostra as adolescentes cantando o refrão e realizando parte da coreografia em um parque da Disney, em Orlando, nos Estados Unidos.
O vídeo integra o conjunto de provas reunido pelas estudantes para garantir o registro da autoria da criação musical e denunciar a suposta apropriação indébita da peça pela animadora cultural Sharon Acioly e Antônio Dyggs, que assinam a composição de “Ai, se eu te pego”.
De acordo com a denúncia publicada ontem no portal Tambaú 247 (www.tambau247.com.br), a criação do refrão de Ai Se Eu Te Pego teria ocorrido na Disney, durante uma excursão de adolescentes de João Pessoa. O vídeo liberado hoje comprovaria a denúncia.
As estudantes que reivindicam a autoria de Ai Se Eu Te Pego são Maria Eduarda Lucena dos Santos, Marcella Quinho Ramalho, Amanda Borba Cavalcanti Queiroga, Karine Assis Vinagre, Aline Medeiros da Fonseca, Thayná Braga Borges e Amanda Grasiele Mesquita Teixeira Cruz.
A usurpação da composição teria ocorrido após parte deste grupo tê-la cantado em uma casa de shows em Porto Seguro (BA), em 2008. À época, conforme a denúncia das estudantes, a animadora de palco Sharon Acioly, convidou parte do grupo para apresentar o refrão da música. Um vídeo captado no Youtube (clique aqui para ver o vídeo) mostra à animadora prevendo que a música seria um sucesso e afirmando que se tratava de composição de “três backing vocal” de João Pessoa.
Com esse novo vídeo da excursão de 2006 e os outros captados no Youtube, os advogados das estudantes de João Pessoa avaliam que conseguirão provar facilmente na Justiça que houve apropriação indébita da autoria da música “Ai, se eu te pego”.
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